O inimigo da janela e o amante da paisagem
das repressões e das presenças visuais na fenomenologia de Frank Ankersmit (2001-2012)
DOI:
https://doi.org/10.15848/hh.v18.2144Palavras-chave:
Imagem, narrativismo e presença, campo de experiênciaResumo
O texto investiga alguns dos tratamentos dados às imagens visuais na obra de Frank Ankersmit dos anos 1990 em diante, acompanhando como ocorreu um diálogo com a visualidade em sua fase fenomenológica. A análise trata dos escritos de Ankersmit nos quais imagens cumpriram funções por vezes paradoxais na medida em que a obra do holandês se movia entre: rejeitar certa concepção do texto histórico como transparente/janela; e abordar a experiência histórica como uma experimentação visual. O texto demonstra a posição sui generis de Ankersmit e o conflito entre sua teoria textualista, marcada por forte repressão das imagens; e o realce do visual antes e após a sua entrada no horizonte da presença do passado.
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