Submissões

O cadastro no sistema e posterior acesso, por meio de login e senha, são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso. Acesso em uma conta existente ou Registrar uma nova conta.

Condições para submissão

Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
  • Declaro que sou o autor do artigo submetido, que ele não foi submetido a outra publicação e não enquanto ele estiver em avaliação pelo periódico História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography.
  • O artigo submetido é original, inédito e não foi submetido a outra revista. Caso ele seja derivado de tese ou dissertação, espera-se que ele traga um avanço substancial com relação ao que já foi apresentado na tese ou dissertação, especial, mas não unicamente, em suas conclusões. Neste caso ainda, a informação de artigo derivado de tese ou dissertação deve ser inserida no campo ‘Comentário ao Editor’.
  • Confirmo que meu trabalho submetido não ultrapassa 70.000 caracteres com espaço (incluindo notas e referências), assim como nenhuma nota ultrapassa 260 caracteres com espaço. Confirmo que o texto enviado está em formato *.doc ou *.docx, compatível com Word, e que estou seguindo TODAS as orientações das Normas de apresentação de textos https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/about/submissions#authorGuidelines.
  • Tenho ciência de que a não atualização do meu perfil com a informação de vínculo institucional e ORCID inviabilizarão a publicação do meu trabalho, caso ele seja aprovado.
  • No caso da aprovação do artigo, se o(a) autor(a) disponibiliza-se para gravação de um pequeno vídeo de divulgação, pedimos que informe isto no campo 'Comentários ao editor'.
  • A HH não aceita o recebimento de resenhas tradicionais. Estas podem ser enviadas para publicação em nossa plataforma de história pública: https://hhmagazine.com.br/
  • Tenho ciência de que somente são aceitas palavras-chave da lista autorizada https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/keywords
  • Tenho ciência de que a não finalização da submissão do manuscrito, em até 10 dias após o início, acarretará na exclusão da entrada no sistema. Para finalizar a submissão o autor deverá ir até a última etapa e concluí-la.

Diretrizes para Autores

Para submeter uma contribuição à História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiographyé necessário ter um registro na página da revista e fazer o loginno sistema. Veja acima instruções acerca dos dois procedimentos.

As colaborações poderão ser feitas sob as seguintes formas:

 

1) Artigo inédito e original (entre 28.000 e 70.000 caracteres com espaço, incluindo as notas e as referências bibliográficas). 

2) Resenha de balanço historiográfico com ênfase em revisão de literatura: Atenta à necessidade de valorizar e qualificar as tradicionais seções de resenha, a revista HH decidiu incorporar um novo formato de artigo científico. Em consonância com outros ramos do saber acadêmico, nos quais os artigos possuem maior relevância na circulação do conhecimento produzido, queremos incentivar o uso e a citação qualificada desse gênero. Ainda pouco valorizado nas humanidades em geral, apesar dos enormes esforços para a manutenção e avaliação de um complexo sistema de periódicos, o baixo índice de citação de artigos parece não corresponder à nova realidade da pós-graduação brasileira. 

Nessa nova modalidade espera-se a apresentação de um panorama crítico exaustivo, preciso, atualizado e amplo das diversas contribuições para um tema de pesquisa (dentro do escopo editorial da revista), em espaço temporal amplo da produção recente. Além da resenha das contribuições, espera-se que o autor ou autora aponte tendências, brechas e posicione-se acerca dos principais debates em curso. O levantamento, além de artigos, deve incluir livros, teses e dissertações e capítulos de coletâneas. 

As resenhas tradicionais podem ser enviadas para publicação em nossa plataforma de história pública: HH Magazine

 

Informações sobre a submissão:

 

1 - A História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiographynão cobra taxa de submissão, assim como também não cobra taxa de processamento de artigo (APC).

2 - Os arquivos enviados deverão estar em formato *.doc ou *.docx, ou seja, compatíveis com Word.

3 - Todos os trabalhos submetidos à revista são analisados por softwareanti-plágio - Política contra o plágio.

 

Sugestões para a elaboração de resumo:

 

O resumo é um breve sumário do artigo. Ele não deve ser uma introdução do texto, mas uma descrição completa e sintética do conteúdo do artigo, indicando os objetivos e os aspectos centrais do argumento, a forma de abordagem do tema e as conclusões e/ou hipóteses do estudo. As informações devem ser expostas em um parágrafo, com narrativa contendo introdução (tema central do estudo e objetivos), meio (forma de abordagem do tema e fontes utilizadas) e fim (conclusões ou hipóteses principais)

Detalhamento das partes do resumo:

Introdução: a parte inicial do resumo deve fornecer uma introdução ao tema ou problema do estudo. Ela deve identificar a questão central do trabalho. É preciso dizer em poucas palavras sobre o que é o artigo. A introdução deve ser seguida pelos objetivos (gerais e específicos) do estudo, sendo possível eliminar a introdução e expor os objetivos no início de forma mais direta.

Meio: apresenta de forma clara as questões, os objetivos, os argumentos centrais e a forma de abordagem do tema.

Fim: indica a conclusão principal do estudo ou a hipótese (quando houver).

O resumo deve poder responder às seguintes questões:

Do que o texto trata?

Quais os objetivos?

Como o estudo foi conduzido?

Quais foram os resultados ou as conclusões da pesquisa?

Lembramos aos autores que o resumo é o primeiro contato do leitor com o estudo e pode ser o único elemento recuperado nas bases de dados científicos sobre um determinado tema. Além disso, se o resumo for bem escrito poderá auxiliar os avaliadores do artigo, esclarecendo possíveis dúvidas sobre os objetivos e conclusões do autor. Também poderá atrair leitores para o texto.

Sobre as palavras-chave

As palavras-chave devem comunicar os conceitos e/ou categoriais centrais do estudo. A seleção criteriosa das palavras-chave facilitará a recuperação das pesquisas, uma vez que tais palavras são utilizadas na indexação e busca de estudos nas bases de dados científicas.

 

Normas de apresentação dos textos

1 - Os artigos devem conter, no início, resumo (de 700 a 1.050 caracteres com espaço) e três palavras-chave, ambos seguidos de traduções para língua inglesa. Caso o texto original seja em inglês, o artigo deverá ter um resumo em português ou espanhol.

2 - Recomenda-se que os autores dividam os artigos em seções, que devem consistir em títulos explicativos, em negrito e com maiúscula apenas no início (ou, se nele houver, substantivo próprio). Em hipótese alguma será aceita a divisão de seções por algarismo.

3 - Serão aceitos artigos de debate historiográfico que resenhem criticamente publicações que tenham sido publicados, no máximo, há três anos ou então títulos há muito esgotados e com reedição recente.

4 - A contribuição deve ser original e inédita, não estar sendo avaliada por outra publicação e não ter indicação de autoria. Caso o texto da submissão seja derivado de tese e/ou dissertação, o autor deverá indicar essa informação no campo ‘Comentários ao Editor’. Além disto, espera-se que o trabalho traga um avanço substancial com relação ao que já foi apresentado na tese ou dissertação, especial, mas não unicamente, em suas conclusões. Os autores devem excluir todas as informações do arquivo que possam identificá-los como tal.

5 - Quando houver financiamento da pesquisa, o autor deve indicar esta informação, de forma detalhada, no campo comentário ao editor e no campo específico no momento da submissão.

6 - Os artigos passarão por uma pré-seleção do Conselho Editorial que avaliará sua pertinência com relação à temática do periódico. Uma vez aprovados na pré-seleção, serão encaminhados para pareceristas.

7 - Todos os artigos, inclusive os submetidos para publicação em dossiê, serão analisados por, pelo menos, dois membros do Conselho Consultivo ou assessores ad hoc, que podem, mediante consideração da temática abordada, seu tratamento, clareza da redação e concordância com as normas da revista, recusar a publicação ou sugerir modificações. Além disso, informamos que poderão ocorrer mais de uma rodada de avaliação. Os pareceres têm caráter sigiloso. Ao Conselho Executivo fica reservado o direito de publicar ou não os textos enviados de acordo com a pertinência em relação à programação dos temas da revista.

8 - As palavras-chave devem ser retiradas do banco de palavras-chave elaborado pelos editores da revista – Banco de palavras-chave.

9 - As colaborações devem ser enviadas em Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5 e com margens de 3 cm. As citações com mais de três linhas devem ser recuadas da margem esquerda (1,5 cm), sem aspas, em corpo 11 e espaçamento simples.

10 - Todos os textos deverão ser apresentados após revisão ortográfica e gramatical. A revista publica contribuições em português, espanhol e inglês.

11 - Desde o seu terceiro número a revista História da Historiografia adotou a nova ortografia estabelecida no Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Recomenda-se aos colaboradores a adoção da nova ortografia nos materiais enviados para avaliação e publicação na revista.

12 - As notas de rodapé devem ser apenas de caráter estritamente explicativo, com o tamanho máximo de 260 caracteres com espaço. No geral, recomenda-se a não utilização de notas e incorporação da informação, da melhor maneira possível, no corpo do texto. Quando for realizada a tradução de uma citação, o texto original não deve ser inserido como nota.

13 - As referências devem vir em corpo de texto tendo o seguinte formato: (ABREU 2005, p. 36). Os links vinculados às notas devem ser reduzidos com "encurtadores de links".

14 - A referência a textos clássicos também deve ser feita no corpo do texto, com indicações do nome do autor, da primeira palavra do título da obra (em itálico) e da seção e/ou as linhas citadas, tal como nos seguintes exemplos: Aristóteles, PoéticaVII; Tucídides,HistóriaIV, 49. A referência completa à obra citada deve aparecer ao final do texto, na lista da bibliografia utilizada.  

15 - Somente devem ser listadas referências utilizadas no texto. Elas devem ser apresentadas em ordem alfabética e devem estar no final do texto. Os autores não devem utilizar siglas para identificar obras, pois este procedimento compromente o processo automatizado de identificação das referências. Todas as submissões realizadas a partir de maio de 2019 deverão utilizar as normas da ABNT NBR 6023:2018, seguem exemplos dos principais tipos de documentos:

 

Orientações sobre a apresentação das referências, por tipo de documento:

 

1 - Livro

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Tradução de Nome do tradutor. Cidade: Editora, Ano.

SOBRENOME, Nome. Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Tradução de Nome do tradutor. Cidade: Editora, Ano. DOI XXXX. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Exemplos: 

KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Tradução de Wilma Patrícia Maas; Carlos Almeida Pereira. Rio de Janeiro: Contraponto; Editora PUC-Rio, 2006. 

RIGNEY, Ann. The Rhetoric of Historical Representation: three narrative histories of the Frenh Revolution. Cambridge: Cambridge University Press, 1991. DOI 10.1017/CBO9780511549946. Disponível em: http://ebooks.cambridge.org/ref/id/CBO9780511549946. Acesso em: 19 jul. 2012.

 

2 - Livro eletrônico (tipo e-book) 

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Cidade: Editora, Ano. E-book. DOI XXXX. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Exemplo:

BAVARESCO, Agemir; BARBOSA, Evandro; ETCHEVERRY, Katia Martin (org.). Projetos de filosofia. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. E-book. Disponível em: http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/projetosdefilosofia.pdf. Acesso em: 21 ago. 2011.

 

3 - Capítulo de livro

Estrutura:

SOBRENOME, Nome (orgs.). Título do capítulo. In: SOBRENOME2, Nome2 (orgs.). Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Cidade: Editora, Ano. 

SOBRENOME, Nome (orgs.). Título do capítulo. In: SOBRENOME, Nome. Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Cidade: Editora, Ano.

Exemplos:

LÖWY, Michael. Carga explosiva: o surrealismo como movimento romântico revolucionário. In: GUINSBURG, J; LEIRNER, Sheila (orgs.). O surrealismo. São Paulo: Perspectiva, 2008.

RICOEUR, Paul. Fase Documental: a Memória Arquivada. In: RICOEUR, Paul.A memória, a história, o esquecimento. Tradução de Alain François. Campinas: Editora da Unicamp, 2007. p. 155–192. 

 

4 – Coletânea

Estrutura: 

SOBRENOME, Nome (orgs.). Título da obra em negrito: subtítulo sem negrito. Cidade: Editora, Ano.

Exemplo:

CARDOSO, Ciro Flamarion; MALERBA, Jurandir (orgs.). Representações: contribuições a um debate transdisciplinar. Campinas: Papirus, 2000.

 

5 - Artigo de periódico

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do periódico: subtítulo sem negrito, v. X, n. Y, p. pp-pp, Ano.

Exemplo:

RIGOLOT, François. The Renaissance Crisis of Exemplarity. Journal of the History of Ideas, v. 59, n. 4, p. 557-563, 1998.

 

6 - Artigo de periódico on-line 

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do periódico: subtítulo sem negrito, v. X, n. Y, p. pp-pp, Ano. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do periódico: subtítulo sem negrito, v. X, n. Y, p. pp-pp, Ano. DOI XXXX. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Exemplo:

ASDAL, Kristin; JORDHEIM, Helge.Texts on the Move: Textuality and Historicity Revisited. History and Theory, v. 57, n. 1, p. 56-74, 2018. DOI 10.1111/hith.12046. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/hith.12046. Acesso em: 9 abr. 2019.

 

7 - Texto disponível na internet

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do Site, dia, mês (abreviado), Ano. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Exemplo:

BENTIVOGLIO, Julio. “Precisamos falar sobre o currículo de História”. Café História, 15, maio, 2017. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/curriculo-de-historia/. Acesso em: 18 abr. 2018.

 

8 - Artigo publicado em anais eletrônico

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título do trabalho. In: NOME DO EVENTO (EM MAIÚSCULO), número do evento, ano, cidade. Anais[...]. Cidade: Editora, ano, p. pp-pp.

SOBRENOME, Nome. Título do trabalho. In: NOME DO EVENTO (EM MAIÚSCULO), número do evento, ano, cidade. Anais[...]. Cidade: Editora, ano, p. pp-pp. DOI XXXX. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano. 

Exemplo:

ARAÚJO, Rodrigo Cardoso Soares de. O polêmico Corsário, um pasquim da Corte Imperial (1880-1883). In: SEMINÁRIO DIMENSÕES DA POLÍTICA NA HISTÓRIA: ESTADO, NAÇÃO, IMPÉRIO, I, 2007, Juiz de Fora. Anais[...]. Juiz de Fora: Clio Edições, 2007, p. 500-501.

 

9 - Tese acadêmica

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título da tese em negrito: subtítulo sem negrito. Ano. Tese/Dissertação (Grau em Área do programa) - Nome do Programa, Universidade, Cidade, Ano.

SOBRENOME, Nome. Título da tese em negrito: subtítulo sem negrito. Ano. Tese/Dissertação (Grau em Área do programa) - Nome do Programa, Universidade, Cidade, Ano. DOI XXXX.Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano. 

Exemplo:

RIBEIRO, Tatiana O. apódexisherodotiana: um modo de dizer o passado.2009. Tese (Doutorado em Letras Clássicas) - Programa de Pós-Graduação em Letras Clássicas, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2010.

 

10 - Artigo de Jornal

Estrutura:

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do Jornal, dia mês (abreviado) Ano. Caderno p. pp-pp.

SOBRENOME, Nome. Título do artigo. Nome do Jornal, dia mês (abreviado) Ano. Caderno p. pp-pp. Disponível em: URL do site. Acesso em: Dia mês (abreviado) ano.

Exemplos:

GLEISER, Marcelo. Newton, Einstein e Deus. Folha de S.Paulo, 13 jun. 2010. Ilustrada, p. A23.

RODRIGUES, Artur. Obra de ficção cria “liminar” e vira alvo de investigação da PF. Folha.com.br, São Paulo, 11 set. 2015. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/09/1680327-obra-de-ficcao-cria-liminar-e-vira-alvo-de-investigacao-da-pf.shtml. Acesso em: 11 set. 2015.

 

Observações sobre a apresentação das referências:

    1. In, utilizado na apresentação de capítulos de livros, é em itálico;
    2. Sempre que utilizar uma referência consultada on-line, deve-se inserir a URL na parte ‘Disponível em:’ e ‘Acesso em:’, e caso o documento possua DOI, esta informação deve ser inserida;
    3. URL de artigos de jornais e textos da internet devem ser encurtadas, recomenda-se o encurtador https://bitly.com;
    4. A ABNT NBR 6023:2018 não utiliza mais “______.“ e omite o nome de um autor, o nome deve ser repetido.
    5. Não deve ser utilizado aspas (simples ou duplas) em títulos de livros, capítulos ou artigos a menos que o título tenha, efetivamente, este símbolo.
    6. Caso o tipo de documento que você queria citar não esteja listado acima, pedimos que consulte a ABNT NBR 6023:2018, caso a dúvida persistir, entre em contato com a secretaria da revista historiadahistoriografia@hotmail.com.

Artigo

Recebemos artigos inéditos e originais sobre temas relacionados com os campos da história da historiografia, teoria e metodologia da história, filosofia especulativa da história, teorias históricas, filosofia do tempo, além de áreas afins. Frequentemente, a revista lança chamadas para artigos de dossiês temáticos. No ato da submissão, os autores devem indicar se os textos se destinam ou não a serem publicados em dossiê. Os manuscritos submetidos devem conter entre 28.000 e 70.000 caracteres com espaço, incluindo-se as notas e as referências bibliográficas.

Resenha de balanço historiográfico com ênfase em revisão de literatura

Atenta à necessidade de valorizar e qualificar as tradicionais seções de resenha, a revista HH decidiu incorporar um novo formato de artigo científico. Em consonância com outros ramos do saber acadêmico, nos quais os artigos possuem maior relevância na circulação do conhecimento produzido, queremos incentivar o uso e a citação qualificada desse gênero. Ainda pouco valorizado nas humanidades em geral, apesar dos enormes esforços para a manutenção e avaliação de um complexo sistema de periódicos, o baixo índice de citação de artigos parece não corresponder à nova realidade da pós-graduação brasileira. 

Nessa nova modalidade espera-se a apresentação de um panorama crítico exaustivo, preciso, atualizado e amplo das diversas contribuições para um tema de pesquisa (dentro do escopo editorial da revista), em espaço temporal amplo da produção recente. Além da resenha das contribuições, espera-se que o autor ou autora aponte tendências, brechas e posicione-se acerca dos principais debates em curso. O levantamento, além de artigos, deve incluir livros, teses e dissertações e capítulos de coletâneas. 

As resenhas tradicionais podem ser enviadas para publicação em nossa plataforma de história pública: https://hhmagazine.com.br/ 

Dossiê: Historiografia e Ensino de História

CHAMADA DO DOSSIÊ: Historiografia e Ensino de História

Coordenadores

MARIA AUXILIADORA SCHMIDT (Universidade Federal do Paraná

ISABEL BARCA (Universidade do Porto)

ESTEVÃO DE REZENDE MARTINS (Prof. emérito – UnB)

 

Início do recebimento de artigos: 15 de agosto

Data limite para envio de artigos: 15 de outubro

 

O que faz um historiador quando ensina e pesquisa a História? Que referenciais  pressupostos e categorias fundamentam a aprendizagem e o ensino da História? Os princípios da aprendizagem histórica  são  os processos do desenvolvimento psicológico dos alunos ou categorias referenciadas no conhecimento histórico? A  Didática da História pertence ao campo dos estudos históricos ou somente da pedagogia?  Estas são algumas das questões que têm feito parte das complexas relações  entre a História e a Educação Histórica e, atualmente,  são objeto de debates de   historiadores no Brasil e em outros países. Com estas indagações, gostaríamos de convidar pesquisadores a submeterem seus trabalhos para o dossiê “ Historiografia e ensino de História”. Do ponto de vista do arcabouço teórico, subentende-se a opção e adesão aos fundamentos teóricos e filosóficos da ciência da História como referenciais para reflexões, investigações e debates, que caracterizam, de maneira diferenciada, a qualidade e a especificidade para um recorte diferenciado da produção no âmbito do Ensino de História. Assim pretende-se, com o Dossiê, reunir textos que sinalizem questões acerca da renovação que vem ocorrendo no campo do ensino de História, a partir de um diálogo mais próximo e fundamentado com a teoria e filosofia da História e que contemplem sistematizações de pesquisas e desafios à reflexão, a partir de eixos temáticos, como:

            - Estudos de caso que envolvam o trabalho com categorias e formação do pensamento histórico de jovens e crianças no âmbito da teoria da História.

            - Análises das relações e tensões entre cultura histórica e cultura escolar.

            - Análises acerca do problema da Didática da História na natureza e relação com a teoria e filosofia da História.

            - Estudos de caso acerca da história da historiografia do ensino de História.

            - Controvérsias a respeito do sentido e significado do ensino e aprendizagem da História.

            - Estudos sobre a formação da consciência histórica e os processos de escolarização.

             

            Segundo o estudo pioneiro Understanding and research, de Dickinson & Lee[1], envolvendo alunos dos 12 aos 18 anos, os investigadores interrogaram-se sobre o enquadramento teórico que deveria presidir à pesquisa sobre o pensamento histórico, questionando a lógica não histórica que serviu de base a pesquisas anteriores, bem como a noção piagetiana de invariância de estágios de desenvolvimento, pelo menos quando aplicada ao processo de compreensão histórica.[2]

            Assim, pode se acompanhar certa tradição das pesquisas que vêm sendo realizadas sobre pensamento histórico, consciência histórica e aprendizagem, observando-se uma revolução copernicana em direção aos referenciais da ciência da História, em detrimento, mas não de abandono, dos referenciais da psicologia e da pedagogia. Se antes, propunha-se um diálogo a partir da psicologia e da pedagogia, com os referenciais da ciência da História, agora  o processo foi invertido.

            A adoção de um novo paradigma para o ensino e aprendizagem da História inclui, portanto, novas problemáticas e novas abordagens de pesquisas no que se refere, principalmente, à análise dos processos, dos produtos e da natureza do ensino e aprendizagem histórica em diferentes sujeitos, bem como os significados e sentidos dados a estes processos, por exemplo, as investigações acerca da consciência histórica. Ademais, a perspectiva indica, fundamentalmente, a importância de se levar em conta uma séria reflexão sobre a natureza do conhecimento histórico e seu papel como ferramenta para análise da sociedade. Na esteira das investigações realizadas pelo historiador inglês Peter Lee, aprender História é apropriar-se de uma forma qualitativamente diferente de ver o mundo e isto envolve, entre outros elementos, a compreensão das "ideias-chave que tornam o conhecimento do passado possível, e dos diferentes tipos de reivindicações feitas pela História, incluindo o conhecimento de como podemos inferir e testar afirmações, explicar eventos e processos e fazer relatos do passado".[3] A preocupação com o desenvolvimento das ideias-chaves ou categorias do pensamento histórico, tais como: evidência, orientação temporal, empatia, relevância histórica, pluricausalidade, interpretação e narrativa, como orientadoras da metodologia do ensino de História está presente em investigações de autores de diferentes países.[4] Entende também que a finalidade do ensino de História é levar à população os conteúdos, temas, métodos, procedimentos e técnicas que o historiador utiliza para produzir o conhecimento histórico, ressalvando que não se trata de transformar todas as pessoas em historiadores, mas de ensinar a pensar historicamente.

             A obra do historiador alemão Jörn Rüsen sinalizou, por exemplo, a importância da categoria cultura histórica como referência para investigações e reflexões no âmbito do ensino de História. Segundo Rüsen, a cultura histórica é uma categoria de análise que permite compreender a produção e usos da história no espaço público na sociedade atual.[5] Trata-se de um fenômeno do qual fazem parte o grande boom da História, o sucesso que os debates acadêmicos têm tido fora do círculo de especialistas e a grande sensibilidade do público em face do uso de argumentos históricos para fins políticos e desse  processo fazem parte também os embates, enfrentamentos e aproximações entre a investigação acadêmica e o conhecimento histórico  escolar.  Assim, para o autor, a cultura histórica pode articular os diferentes elementos e estratégias da investigação acadêmica e da educação escolar e não escolar. 

            Tradicionalmente, o processo de construção do campo do ensino de História tem empurrado as questões do ensino e aprendizagem, tendencialmente, para o âmbito da cultura escolar, especialmente para as relações com determinadas teorias pedagógicas, como a pedagogia das competências. Foi a partir desse reajustamento que a dimensão cognitiva do ensino da História passou a se articular, por exemplo, com a dimensão política da cultura histórica. Nesse processo, as questões relacionadas à aprendizagem histórica e, portanto, ao seu ensino, saíram da pauta dos historiadores e entraram, prioritariamente, na pauta de pedagogos e psicólogos, bem como das políticas educacionais, ocorrendo um deslocamento entre a cultura histórica e a cultura escolar, em que a perspectiva instrumental, particularmente centralizada na preocupação com a transposição didática e com os métodos de ensino por competências e habilidades, tem sido privilegiada.

            Propõe-se que os trabalhos que constituirão o presente Dossiê apontem  diferentes questões a serem levadas em consideração no que se refere à aprendizagem das crianças e jovens. Entre elas a de que, definitivamente, os professores de história precisam saber que devem abandonar o pressuposto de que aprender história significa acumular conhecimentos, mesmo que adotando metodologias ativas e lúdicas e que aprender história não é manter-se no nível do senso comum ou adquirir bom senso a respeito das questões do passado. Ademais, possibilitem que se aponte elementos para sistematizações acerca de um novo paradigma da aprendizagem histórica e seu significado para a Didática da História, seu escopo teórico, natureza e dimensões.

            Em acordo com Rüsen[6], importa que a aprendizagem histórica desenvolva a capacidade de se adquirir a constituição narrativa de sentido, como uma aprendizagem de ressignificar, continuamente, as experiências temporais da vida prática, desenvolvendo, de forma complexa e científica, a cognição propriamente histórica. Concorda-se, também, com este autor, que se trata de um processo da consciência histórica e como ele é apreendido e efetivado, não é uma questão da didática da teoria da História, mas da Didática da História – uma disciplina da ciência da História, mas relativamente independente da teoria da História. Neste, e para este processo, sugere-se que se direcionam os artigos propostos no presente Dossiê, buscando atender uma necessidade que precisa ser articulada a um sentimento de urgência de se pensar para além dos embates herdados da separação entre o ensino de História e a História acadêmica.

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NOTAS

[1] DICKINSON, A. & LEE, P. Understanding and research. In. DICKINSON, A. & LEE, P. History teaching and historical understanding. Londres: Heinemann, 1978, pp.94-120.

[2] BARCA, I. Ib. pág. 16.

[3] LEE, Peter. Literacia histórica e história transformativa. In. Educar em Revista. Curitiba: UFPR, n.60, abr.-jun. 2016, pp.107-145.

[4] Ver, p.ex.: LÉVESQUE, S. Thinking historically. Educating students for the Twenty-First Century. Toronto: University of Toronto Press, 2008; KÖRBER, A./MEYER-HAMMER, J. Historical Thinking, Competencies, and their Measurement: Challenges and Approaches. In. ERCIKAN,K./ SEIXAS, P. (eds.) New directions and Assessing Historical Thinking. Londres: Routledge, 2015, pp.89-101; SEIXAS, P./MORTON, T. The Big Six Historical Thinking Concepts. Toronto: Nelson, 2013.

[5] RÜSEN, J. Contribuições para uma teoria da Didática da História. Curitiba: W & A Editores, 2016.

[6] RÜSEN, J. Aprendizagem histórica. Fundamentos e paradigmas. Curitiba: W&A Editores, 2012.

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