Documentos, não documentos e temporalidade na história da poesia
DOI:
https://doi.org/10.15848/hh.v18.2226Palabras clave:
Poesia, Teoria da história, TemporalidadesResumen
Neste artigo, propomos a elaboração de um novo modelo para pensar a história da poesia, agora dissociada da história da literatura e da crise infinda atravessada por esta desde os anos 1960. Na articulação exposta, dialogamos com Márcia Abreu (2022) na defesa da materialidade, refletindo sobre o caráter não documental dos objetos poéticos –mecanismos que fundam um real próprio não criticável. Desse modo, assumimos a hipótese de que os poemas devem ser lidos a partir de uma retroalimentação sobreposta com a materialidade dos documentos e dos diversos reais, considerando a lógica da temporalidade bipartida em dimensões internas (gêneros, formas, estruturas) e externas (espaços de circulação, discursos). Com base nesses pressupostos, sustentamos a dissolução dos critérios de valor, nacionalidade e separação periódica rígida em formato de flecha em prol de uma amplitude do espaço territorializado e de uma geometria de círculos excêntricos entrecruzados.
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