Tempo de Perdão? Uma leitura da utopia escatológica de Paul Ricoeur em A memória, a história e o esquecimento
DOI:
https://doi.org/10.15848/hh.v0i19.897Palavras-chave:
Paul Ricoeur, Ética, MemóriaResumo
Para refletir sobre a relação entre perdão e história, o texto propõe uma leitura da contribuição teórica elaborada por Paul Ricoeur no livro A memória, a história e o esquecimento. A hipótese é que o “perdão difícil”, proposto pelo filósofo como um “horizonte comum” da memória, da história e do esquecimento, pode ser lido como uma utopia. No entanto, essa utopia exige algumas pré-condições para a sua realização. Enfatizaremos uma dessas pré-condições: a justiça. A fim de delimitar e compreender essa pré-condição e também uma po-ética do perdão, procura-se refletir sobre algumas dimensões da relação entre perdão, justiça, memória, anistia e esquecimento. Ao final, destacamos algumas dificuldades da experiência do perdão tendo em vista a experiência histórica brasileira recente.Downloads
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Copyright (c) 2016 Mateus Henrique Faria Pereira

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