A Confederação dos Tamoios como escrita da história nacional e da escravidão

Autores

  • Danilo José Zioni Ferretti Universidade Federal de São João Del Rei- UFSJ

DOI:

https://doi.org/10.15848/hh.v0i17.831

Palavras-chave:

Poesia, Romantismo, Escravidão

Resumo

Este artigo é uma tentativa inicial de reavaliação da obra A Confederação dos Tamoios (1856), do poeta romântico Gonçalves de Magalhães, tomando-a como um exercício de escrita da história brasileira e do papel nela desempenhado pela escravidão. Para tanto, busca-se compreender as inovações oitocentistas do épico mediante uma discussão sobre o diálogo entre literatura e conhecimento histórico no Brasil oitocentista. Aponta-se que ambos compartilharam o objetivo de servir como meios de orientação da coletividade nacional, empenhando-se em conferir significação e direção à sua própria experiência do tempo. Analisa-se a interpretação da história contida no poema e a centralidade conferida à questão da escravidão, indicando que o indianismo de Magalhães era também um antiescravismo.

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Biografia do Autor

Danilo José Zioni Ferretti, Universidade Federal de São João Del Rei- UFSJ

Professor do curso de historia e do Programa de Pós-Graduação em História da UFSJ.

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Publicado

2015-04-29

Como Citar

FERRETTI, D. J. Z. A Confederação dos Tamoios como escrita da história nacional e da escravidão. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, Ouro Preto, v. 8, n. 17, 2015. DOI: 10.15848/hh.v0i17.831. Disponível em: https://www.historiadahistoriografia.com.br/revista/article/view/831. Acesso em: 24 set. 2021.

Edição

Seção

Artigo