Emoções na historiografia: o caso da comunidade finlandesa de historiadores do início do século XX

Palavras-chave: Historiografia, Historiadores, Nacionalismo

Resumo

Este artigo se enfoca nas dimensões emocionais do trabalho histórico acadêmico dentro da comunidade de historiadores finlandeses do início do século XX. Seu ponto de partida é o entrelaçamento inextricável entre razão e emoção - uma premissa hoje aceita em várias disciplinas. Como o cognitivo e o afetivo são interdependentes na produção do conhecimento, na formação de julgamentos e na criação de significado, as emoções estão no cerne das práticas acadêmicas dos historiadores e na construção do eu acadêmico. Ao apontar para quatro tipos principais de processos de pensar e sentir, feeling-thinking processes, que são comuns no trabalho histórico, o artigo argumenta que as emoções não apenas tornam a história algo pessoal, mas também a tornam significativa em primeiro lugar. No nível teórico, a análise se apoia nas ideias de Maurice Merleau-Ponty; faz uso das leituras dos trabalhos de Mark Johnson e James M. Jasper; e explora o conceito de “eu relacional” dos historiadores Mary Fulbrook e Ulinka Rublack.

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Biografia do Autor

Marja Jalava, University of Turku
PhD, Docent in History, School of History, Culture and Art Studies
Publicado
2019-12-22
Como Citar
JALAVA, M. Emoções na historiografia: o caso da comunidade finlandesa de historiadores do início do século XX. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 12, n. 31, p. 113-143, 22 dez. 2019.
Seção
Dossiê "O que faz da história algo pessoal?"