A história como pintura: da dimensão pictórica à textual na historiografia francesa da primeira metade do século XlX

Palavras-chave: Historiografia francesa, Historiografia antiga, História moderna

Resumo

A apresentação de uma “história vívida”, capaz de “colocar os objetos narrados sob os olhos do leitor” ou a elaboração de uma “pintura da história” são procedimentos caros à historiografia francesa da primeira metade do século XIX. No entanto, esse investimento no caráter imagético da narrativa também pode ser encontrado nas reflexões clássicas e antigas sobre a escrita da história. Nesse artigo, o objetivo é discorrer sobre as possíveis reapropriações na historiografia francesa do período, de práticas e topoi antigos, como se verifica nas noções do ut pictura historia, da enargeia e da sunopsis. Para isso, recorre-se tanto a obras de referência, dicionários e enciclopédias, quanto a textos de autores como Prosper de Barante, René de Chateaubriand e Augustin Thierry. Como hipótese, sugere-se que o moderno dispositivo narrativo da cor local, que se desenvolve entre os séculos XVIII e XIX, incorpora e expressa as antigas demandas visuais da narrativa, no momento da reformulação conceitual que caracteriza a época moderna. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Eduardo Wright Cardoso, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Licenciado em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2010. Mestre em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) em 2012. Doutor em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) em 2016. Atualmente é professor de Teoria da História na mesma instituição.

Publicado
2019-08-27
Como Citar
CARDOSO, E. W. A história como pintura: da dimensão pictórica à textual na historiografia francesa da primeira metade do século XlX. História da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, v. 12, n. 30, 27 ago. 2019.
Seção
Artigo