Pintura de uma paisagem

Políticas Editoriais

Foco e Escopo

Mais uma revista acadêmica. Com a explosão do espaço virtual, não há como ignorar o resmungo de um leitor que constate, com o nascimento de mais uma publicação, o crescimento desmesurado do número de textos para conhecer e informações para assimilar. Portanto, considerando que a multiplicação de artigos científicos parece, em algumas ocasiões, uma perigosa metástase, há uma necessidade de se apresentar ao público, cuja atenção precisa ser valorizada.

Pensamos que parte da sensação de cansaço deve-se a uma evidência na realidade acadêmica brasileira: as revistas estão, em geral, atadas aos programas de pós-graduação; e os programas se estruturam em linhas de pesquisa que precisam ter sua produção contemplada. É justo e prático que assim seja, claro. Há, porém, um preço: a indefinição dos perfis e a dispersão da produção acadêmica. Para o pesquisador especializado – por vezes precocemente especializado – é extremamente difícil encontrar uma referência que lhe permita rastrear e colher os textos de sua bibliografia, sobretudo, aquela produzida no Brasil. É comum termos um interlocutor em nossa língua, quando nos imaginamos isolados em uma área de pesquisa ainda não consolidada.

A proposta de História da Historiografia, portanto, não consiste em dispersar e fragmentar ainda mais a produção acadêmica, mas em oferecer um espaço de convergência da produção crescente, em volume e qualidade, no campo da teoria e história da historiografia - por isso a vocação interinstitucional da revista. Afinal, foi em uma série de encontros, ocorridos ao longo dos anos e em diferentes cidades do Brasil, que se percebeu que o olhar reflexivo sobre a Historiografia não é tão insólito quanto se poderia imaginar. Claro: esta atividade reflexiva se expressa de várias maneiras, seja por meio da filosofia da história mais tradicional, seja pelo que dela mais se espera, ou seja, ponderações epistemológicas sobre o ofício do historiador e sobre os diferentes modos de se escrever história ao longo do tempo, no Brasil e no Ocidente como um todo.

Afinal, da mesma maneira que criticaríamos uma formação musical que desprezasse Bach e Villa-Lobos, ou o escritor que desconhecesse Machado de Assis e Cervantes, os historiadores procuram cada vez mais perceber a importância da leitura aberta dos clássicos, além de compreender as transformações sofridas por seu ofício. Não se fará aqui uma história canônica. Os trabalhos que o leitor encontrará são tentativas de relembrar e elaborar as diferentes motivações que levaram os seres humanos a pensar e representar suas vidas historicamente. A História da Historiografia aqui debatida ultrapassa – embora não exclua – o debate historiográfico indispensável na discussão especializada e nos projetos de pesquisa; ela procurará, destarte, explorar a riqueza desse campo de pesquisa particular sem isolá-lo do conjunto maior do qual faz parte.

 

Políticas de Seção

Artigo

Recebemos artigos inéditos e originais sobre temas relacionados com os campos da história da historiografia, teoria e metodologia da história, filosofia especulativa da história, teorias históricas, filosofia do tempo, além de áreas afins. Frequentemente, a revista lança chamadas para artigos de dossiês temáticos. No ato da submissão, os autores devem indicar se os textos se destinam ou não a serem publicados em dossiê. Os manuscritos submetidos devem conter entre 28.000 e 70.000 caracteres com espaço, incluindo-se as notas e as referências bibliográficas.

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Resenha de balanço historiográfico com ênfase em revisão de literatura

Atenta à necessidade de valorizar e qualificar as tradicionais seções de resenha, a revista HH decidiu incorporar um novo formato de artigo científico. Em consonância com outros ramos do saber acadêmico, nos quais os artigos possuem maior relevância na circulação do conhecimento produzido, queremos incentivar o uso e a citação qualificada desse gênero. Ainda pouco valorizado nas humanidades em geral, apesar dos enormes esforços para a manutenção e avaliação de um complexo sistema de periódicos, o baixo índice de citação de artigos parece não corresponder à nova realidade da pós-graduação brasileira. 

Nessa nova modalidade espera-se a apresentação de um panorama crítico exaustivo, preciso, atualizado e amplo das diversas contribuições para um tema de pesquisa (dentro do escopo editorial da revista), em espaço temporal amplo da produção recente. Além da resenha das contribuições, espera-se que o autor ou autora aponte tendências, brechas e posicione-se acerca dos principais debates em curso. O levantamento, além de artigos, deve incluir livros, teses e dissertações e capítulos de coletâneas. 

As resenhas tradicionais podem ser enviadas para publicação em nossa plataforma de história pública: https://hhmagazine.com.br/ 

Verificado Submissões abertas Verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares

Resenhas, Entrevistas, Traduções e Documentos historiográficos

A revista História da Historiografia não publicará Resenhas, Entrevistas, Traduções e Documentos historiográficos em seus números. Atendo a esta demanda e de acordo com nossa política editorial, estaremos publicando estas seções em nosso portal HH Maganize - humanidades em redes. 

HH Magazine - Como publicar?

Não verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares
 

Processo de Avaliação pelos Pares

Os artigos passarão por uma pré-seleção do Conselho Executivo que avaliará sua pertinência com relação à temática do periódico. Uma vez aprovados na pré-seleção, serão encaminhados para pareceristas. 

Todos os artigos, recebidos espontaneamente ou a convite, serão analisados por, pelo menos, dois membros do Conselho Consultivo ou assessores ad hoc (duplo cego), que podem, mediante consideração da temática abordada, seu tratamento, clareza da redação e concordância com as normas da revista, recusar, sugerir modificações ou aprovar a submissão.

Os pareceres têm caráter sigiloso e, ao aceitar emitir o parecer, o avaliador deve atestar que não há conflito de interesses em relação ao texto que será avaliado. Os pareceres servem como base para a decisão editorial, ficando reservado ao Conselho Executivo o direito de publicar ou rejeitar as submissões enviadas. 

Por fim, informamos que o processo de avaliação demora, em média, três meses, sendo que os autores terão o prazo de duas semanas, a partir do envio da decisão editorial, para realizarem qualquer alteração solicitada no texto.

 

Periodicidade

Quadrimestral

O número referente ao intervalo janeiro-abril é publicado em abril.

O número referente ao intervalo maio-agosto é publicado em agosto.

O número referente a setembro-dezembro é publicado em dezembro.

 

Política de Acesso Livre

Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.

 

Arquivamento

Esta revista utiliza o sistema LOCKSS (via PLN - Rede Privada LOCKSS - da PKP) para criar um sistema de arquivo distribuído entre as bibliotecas participantes e permite às mesmas criar arquivos permanentes da revista para a preservação e restauração. Saiba mais...

 

Diretrizes para conflito de interesses

É obrigatório que a autoria do manuscrito declare a existência ou não de conflitos de interesse. Mesmo julgando não haver conflitos de interesse, o autor deve declarar essa informação no ato de submissão do artigo, no Passo 3: Metadados da Submissão, no campo Conflitos de interesse.

A confiabilidade pública no processo de revisão por pares e a credibilidade de artigos publicados dependem em parte de como os conflitos de interesses são administrados durante a redação, revisão por pares e tomada de decisões pelos editores. Conflitos de interesses podem surgir quando autores, revisores ou editores possuem interesses que, aparentes ou não, podem influenciar a elaboração ou avaliação de manuscritos. O conflito de interesses pode ser de natureza pessoal, comercial, política, acadêmica ou financeira.

Quando os autores submetem um manuscrito, eles são responsáveis por reconhecer e revelar conflitos financeiros ou de outra natureza que possam ter influenciado seu trabalho. Os autores devem reconhecer no manuscrito todo o apoio financeiro para o trabalho e outras conexões financeiras ou pessoais com relação à pesquisa. As contribuições de pessoas que são mencionadas nos agradecimentos por sua assistência na pesquisa devem ser descritas, e seu consentimento para publicação deve ser documentado.

Para que o corpo editorial possa melhor decidir sobre um manuscrito, é preciso saber sobre qualquer interesse competitivo que os autores possam ter. O objetivo não é eliminar esses interesses; eles são quase que inevitáveis. Manuscritos não serão rejeitados simplesmente por haver um conflito de interesses, mas deverá ser feita uma declaração de que há ou não conflito de interesses.

Os revisores devem, igualmente, revelar aos editores quaisquer conflitos de interesse que poderiam influir em suas opiniões sobre o manuscrito, e devem declarar-se não-qualificados para revisar originais específicos se acreditarem que esse procedimento é apropriado. Assim como no caso dos autores, se houver silêncio por parte dos revisores sobre conflitos potenciais, isso pode significar que tais conflitos existem e que não foram revelados ou que os conflitos não existem. Assim, solicita-se também aos revisores que forneçam declarações de interesses competitivos, os quais são utilizados para avaliar o valor dos relatórios dos pares.

Não havendo conflitos de interesse, basta transcrever e acrescentar tanto no campo indicado acima a seguinte nota: Não houve conflitos de interesses para realização do presente estudo. Nos trabalhos nos quais forem declarados a existência de conflitos de interesse, essa informação será mantida na publicação sob a forma de nota de rodapé.

Se os autores não tiverem certos do que pode constituir um potencial conflito de interesses, devem contatar a secretaria editorial da Revista.

 

 

Políticas contra o plágio

No sentido de garantir uma política editorial comprometida com critérios éticos de publicação, que visam a incentivar a identificação de plágio, más práticas, fraudes, possíveis violações de ética e abertura de processos, recomendamos enfaticamente que autores e autoras, antes de submeterem textos para a revista, sigam os seguintes passos:

-Visitar o website do COPE (http://publicationethics.org), que contém informações para autores e editores sobre a ética em pesquisa;

- Referenciar de maneira explícita os dados adquiridos e/ou analisados e interpretados de outras publicações, caso haja;

- Citar devida e obrigatoriamente qualquer conteúdo intelectual de outros autores em caso de sua revisão crítica;

- Indicar como autor apenas o(s) pesquisador(es) que participaram de forma ativa e substancial em todas as fases da pesquisa e da escrita do artigo;

- Não omitir da lista de autores nenhum pesquisador envolvido por completo na pesquisa e na redação do artigo;

- Incluir todos os autores nos critérios de autoria inédita do artigo.

Após a submissão, os Editores Executivos, em conjunto com a Secretaria da revista, realizarão os seguintes procedimentos:

- Solicitar, quando pertinente, explicações formais acerca da participação dos autores que subscrevem o texto na produção do artigo;

 - Avaliação do manuscrito com o sistema Similarity Check, momento em que será analisado o seu conteúdo textual, procurando identificar plágio, submissões duplicadas, textos já publicados e possíveis fraudes em pesquisa;

- Solicitar ao(s) autor(es) explicações formais acerca de eventuais dúvidas, problemas e/ou pontos obscuros surgidos dessa avaliação.

Com os resultados e as eventuais explicações recebidas, caberá ao Editor-Chefe, em conjunto com os Editores Executivos e, se pertinente, o Conselho Editorial, decidir se o manuscrito será enviado para a revisão por pares. Após o aceite e antes da publicação, os artigos poderão ser avaliados novamente.




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